A 17 de Julho de 1996, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, rubricaram os documentos constitutivos da CPLP os Chefes de Estado e de Governo de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Na Declaração Constitutiva da CPLP é feita referência aos valores da Paz, da Democracia e do Estado de Direito, dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento e da Justiça Social, e é apontado, entre outros, o objectivo de consolidar a identidade cultural nacional e plurinacional dos sete países de língua portuguesa.
Nos Estatutos da CPLP é incentivada a solidariedade entre os diferentes países membros, no domínio da cooperação económica, social, cultural, jurídica e técnico-científica, dando-se uma natural ênfase à promoção e difusão da língua comum. Para este efeito, decidiu-se concretizar o projectado Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).
A CPLP tem a sua sede em Lisboa e, de acordo com um sistema de presidências rotativas, teve como seu primeiro secretário executivo o diplomata angolano Marcolino Moco. Como seu mentor importante deve mencionar-se o diplomata brasileiro José Aparecido de Oliveira, que teve um papel fundamental para a sua criação.
No fundo, a CPLP é herdeira da Comunidade Luso-Brasileira, que teve o seu ponto alto com a assinatura do Tratado de Amizade e Consulta celebrado entre Brasil e Portugal, no Rio de Janeiro, a 16 de Novembro de 1953. Para se chegar a esse tratado, um longo caminho foi percorrido de cumplicidades e de encontros e desencontros entre aqueles que foram, até à Revolução de Abril de 1974 em Portugal, e consequentes independências das colónias africanas deste país, as duas únicas potências soberanas de língua portuguesa.
Entre as cumplicidades luso-brasileiras citem-se a emigração torrencial de portugueses para o Brasil, em épocas passadas, e o tratamento especial dado aos cidadãos lusitanos em terras de Vera Cruz, atitudes de solidariedade que prosseguiram em tempos mais recentes com o acolhimento privilegiado que se tem dado, em Portugal, a sucessivas vagas de cidadãos lusófonos provenientes das ex-colónias.
No que respeita a desacordos luso-brasileiros, existe, por exemplo, o diferendo ortográfico, que tem provocado alguma polémica em ambas as margens do Atlântico.
Timor é o oitavo membro da CPLP, tendo sido factor de aproximação afectiva no seio da consciência lusófona.
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