Cármen tem apenas 4 anos e há três meses foi-lhe diagnosticada Leucemia Mieloblástica Aguda. Numa altura em que deveria aproveitar para brincar como todas as crianças, passa a vida a deslocar-se ao Instituto Português de Oncologia do Porto (IPOP), para sessões de quimioterapia.
A menina precisa de um dador de medula óssea compatível para poder ser sujeita a um transplante. Por isso, amanhã à tarde, realiza-se uma recolha de sangue na Escola da Amorosa, em Leça da Palmeira. No sábado de manhã a iniciativa acontece no salão paroquial de S. Maria de Avioso, na Maia.
“Só precisamos de recolher sangue. Não há que ter medo”, explica Bela Nascimento, mãe da menina, e que espera um gesto solidário do maior número de pessoas possível. “A nossa vida mudou. Temos de a reinventar todos os dias. Tudo gira em volta dela. A doença não tira o seu sorriso. O que nos vale é a grande força de vontade que ela tem e a sua alegria de viver. Ela dá-me mais força a mim do que eu a ela”, conta Bela.
Os sintomas começaram com uma constipação, acompanhada de uma otite e falta de apetite constante – que os médicos diziam ser normal. Rapidamente o seu estado agravou-se. “Passou a estar sempre cansada e a vomitar. Diziam não ser grave, mas insisti e tive a confirmação que era leucemia”, lembra Bela.
Fonte: Correio da Manhã – 26/11/2009






