A justificação da pertinência e necessidade de um Acordo Ortográfico, como condição sine qua non para a simplificação, melhoria de contacto e compreensão entre os falantes da Língua Portuguesa, é uma falácia.
De fato, não é a exclusão de um “c” que me obriga a vestir a armadura para a batalha. Se um “p” for retirado e, com isso, agilizar a escrita, ótimo! Para que a voz não te trema, como tem sido fre-quente, tira o trema, não esquenta, vai em frente…
Nem sequer é um problema lexical. Quanto mais palavras, vocábulos (ou verbetes, se quiserem chamar…), tanto melhor! Desde que cada palavra tenha o seu sentido específico, com a qual expressamos mais concretamente pensamentos, ideias e acções, tudo bem! Ficaremos sempre a ganhar.
O problema está na semântica e na sintaxe! Aqui é que “a porca torce o rabo“, que é como quem diz: aqui é que está a “descompreensão” entre os utilizadores da Língua Portuguesa.
De modo a clarificar este ponto de vista, irei publicando alguns textos onde discorro sobre utilizações semânticas e sintácticas que considero desvirtuantes e exemplificativas das dificuldades que se apresentam quando se atravessa o grande mar.
Faço notar que não sou um expert em linguística. Sou um utilizador comum, cujo conhecimento vem da utilização e preocupação diárias desta língua que se quer cada vez mais culta e mais bela. Por isso, peço, encarecidamente peço, que relevem eventuais deslizes presentes nos textos publicados.






