Os títulos históricos e consagrados de “Chanceler” são, por si só, bastante confusos; assim, não convém “atirar mais achas para a fogueira”, aumentando ainda mais a confusão gerada pela aplicação do termo.
Durante o Império Romano, atribuía-se a condição de Chanceler aos secretários imperiais que separavam o público do recinto onde o imperador fazia justiça.
Na Idade média, o Chanceler era um alto funcionário da Coroa que validava os documentos importantes, usando o selo do monarca.
Em algumas universidades ainda se usa o termo Chanceler para designar o seu presidente.
Segundo a Wikipédia, usa-se o termo Chanceler para designar um título complementar do Ministro da Justiça e, em Inglaterra, para designar o Ministro da Justiça e o presidente da Câmara dos Lordes (Lord Chanceler).
Na Áustria e na Alemanha, o termo Chanceler refere-se ao chefe do governo; em vários outros países, Chanceler é um cargo administrativo em representações diplomáticas.
Na Maçonaria, usa-se o termo Grande Chanceler para referir o maçon que visita, inspecciona e serve de ligação com todas as jurisdições desejosas de se unirem à Federação Internacional da Maçonaria Simbólica Regular do ACM.
Depois do exposto, creio que é lícito pedir que não se aplique o vocábulo Chanceler nos casos seguintes:
- Chanceler dos Estados Unidos (secretária de estado);
- Chanceler português (ministro dos negócios estrangeiros);
- Chanceler da Arábia Saudita (poder absoluto de um Rei, que governa segundo a Sharia, onde não há poder legislativo; será emissário, representante, enviado especial, etc);
- Chanceler das FARC (representante, emissário, porta-voz, etc).






