O jornal A Voz da Póvoa associou-se à Rádio Onda Viva numa campanha de solidariedade para ajudar o Alexandre Miguel. O Gui, como é conhecido, tem nove anos e sofre de paralisia cerebral. O sonho desta criança é poder caminhar e brincar. Para isso, precisa de ir a Cuba fazer um tratamento que custa cerca de 35 mil euros.
Fátima Almeida, mãe da criança diz que os médicos “aperceberam-se que o Gui tinha problemas, mal nasceu. Uma enfermeira disse-me que ele ia ter sequelas para toda a vida. Entrei em pânico mas, o meu obstetra disse para não acreditar em ninguém, já que tinha sido ele quem acompanhou a gravidez. Porém, aos oito meses, o pediatra detectou que o meu filho sofria de anoxemia pré-natal. Segundo apurei depois, o Gui devia ter nascido de cesariana, mas arriscaram o parto normal. O oxigénio não chegou ao cérebro, em quantidade suficiente. Por isso, o Gui sofre de paralisia cerebral. Foi negligência médica. Falei com o meu advogado que disse que não valia a pena meter uma acção porque os médicos protegem-se mutuamente e o processo se ia arrastar pelas barras do tribunal”.
Fátima Almeida diz que chorou muito mas que encontrou coragem para continuar a acreditar: “ consultei muitos médicos e descobri um quiroprático, na Guarda, que aplicou uns tratamentos que surtiram efeito. O Gui começou a falar. Foi uma alegria enorme porque os médicos sempre me disseram que o meu filho ia vegetar. Ainda hoje, o Gui é tratado pelo quiroprático, de 15 em 15 dias. A minha mãe ajudava-me imenso e quando ela faleceu tive que deixar o meu emprego porque o Gui precisa de uma pessoa a tempo inteiro. Anda na segunda classe do ensino especial e tem boas notas. Já segura o tronco e anda a ser tratado por um fisiatra cubano”.
O desejo do Alexandre Miguel é poder andar. Um sonho que pode tornar-se realidade numa clínica em Cuba.
Fátima Almeida explica: “o quiroprático sempre me fez acreditar que o Gui pode conseguir andar. Entretanto, soube da clínica cubana e encetei contactos. Mandei relatórios médicos e os especialistas cubanos comunicaram-me que estavam receptivos a tratar o meu filho. Disseram que com sete horas diárias de tratamento, ao fim de três meses o Gui pode caminhar. Mas para levar o meu filho a Cuba, são precisos cerca de 35 mil euros. Já consegui metade e espero que a solidariedade das pessoas nos ajude a concretizar este sonho”.
Quem quiser ajudar o Gui pode fazê-lo através de transferência bancária para a conta com o NIB 000700000063039427123, ou nos estúdios da Rádio Onda Viva, na Praça dos Combatentes, n.º 15.
O Gui agradece.
Fonte: A Voz da Póvoa – 18/03/2009






