O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou hoje (terça-feira) um apelo de mais de um bilião de dólares para a sua ajuda de emergência 2009 destinada às mulheres e crianças, sob a crescente ameaça de desastres climáticos.
A Unicef aumentou de 17% o seu apelo destinado a 36 países pelo relatório em 2008 devido nomeadamente ao “aumento das necessidades na África do Leste e na África austral”, explicou num comunidade.
Assim, a metade dos fundos procurados para este ano serão destinados às 5 maiores operações no mundo da Unicef, ou seja, na Somália, Sudão, Zimbabwe, Uganda e República Democrática do Congo (RDC), precisou a agência da ONU.
“Numerosos países (…) estão em situações de emergência silenciosas ou esquecidas”, sublinhou a directora geral da Unicef, Ann Veneman citada no comunicado. “Mulheres e crianças morrem diariamente por causa de doenças, da pobreza e da fome mas, infelizmente, as suas mortes passam em grande parte despercebidas”, lamentou.
No seu relatório sobre a acção humanitária publicada na ocasião do seu apelo anual, a Unicef preocupa-se particularmente com a multiplicação das catástrofes naturais no mundo “, nesses últimos decénios”. A agência indica que entre 2005 e 2007, mais de metade das suas 276 intervenções de emergência anuais foram provocadas por catástrofes”. Um terço resultaram de conflitos; quanto às situações de emergência ligadas a problemas de saúde (epidemias), elas representaram 19% das suas intervenções, segundo a Unicef.
A mudança climática constitui uma ameaça particularmente séria, insiste o Fundo das Nações Unidas, citando peritos segundo os quais “as mulheres e as crianças representarão 65% de todas as pessoas afectadas pelas catástrofes ligadas ao clima”, no decurso do próximo decénio.
Segundo esses especialistas, a mudança climática poderá, por outro lado, aumentar em cerca de 50 milhões o número de pessoas ameaçadas pela fome até 2010. “Se estas predições se confirmarem, cerca de 175 milhões de vítimas de mudanças climáticas poderão ser crianças”, conclui a Unicef.
Fonte: Angola Press – 27/01/2009






